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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

EUA registram maior juro em 19 anos: veja 4 razões e como afeta o seu dinheiro

 Caro(a) Leitor(a)

Agentes precificam mais uma alta de juros dos EUA após a nova disparada do petróleo, mas há ao menos quatro outras razões que ajudam a explicar o fenômeno - que é péssimo para o Brasil

O rendimento do título de 10 anos do Tesouro americano, principal referência de juros do mundo, chegou a bater 5,04% ao ano nesta semana, o maior nível desde julho de 2007, diante da expectativa de que o Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) volte a elevar a taxa básica nesta quarta-feira (16).

A explicação mais óbvia é a guerra entre Estados Unidos e Irã, que já dura seis meses e mantém o petróleo Brent a quase US$ 110 o barril, pressionando a inflação em escala global. Mas o petróleo é só parte da história: boa parte da pressão, na verdade, vem de fatores que se acumulam há meses. Veja quais, e como esse movimento afeta o investidor brasileiro.

1. Dívida ‘impagável’ dos EUA

O governo americano deve fechar este ano fiscal com déficit de 6% do PIB, o que significa gastar bem mais do que arrecada mesmo com a economia crescendo e o desemprego baixo, situação em que normalmente se esperaria o contrário. Para cobrir a diferença, o Tesouro dos EUA precisa emitir dívida nova em volume crescente, e cada leilão exige encontrar alguém disposto a comprar. O problema é que a própria dívida já acumulada ficou cara: quase um de cada cinco dólares arrecadados pelo governo americano hoje vai para o pagamento de juros.

2. Escassez de compradores

Japão e China, os dois maiores detentores estrangeiros, reduziram posições, enquanto os bancos centrais deixaram de comprar títulos como faziam antes. Como se não bastasse, as gigantes de tecnologia passaram a disputar o mesmo dinheiro, com emissões recordes ligadas à corrida de investimentos em inteligência artificial.

Há também uma dinâmica similar à brasileira: os fundos de pensão estão comprando muito menos, com a fatia média das carteiras caindo de perto de 40% para uma faixa entre 10% e 15%, segundo levantamento do Centre for Economic Policy Research. No lugar deles entraram os hedge funds (os fundos multimercados americanos), que hoje controlam uma fatia recorde de 7% do mercado e costumam trocar de posição com mais frequência, o que deixa o mercado mais sensível a qualquer sinal de nervosismo.

3. Expectativa de crescimento maior

Outra leitura é a de que o mercado já estaria projetando uma economia mais forte e mais produtiva à frente por conta dos ganhos da IA, o que elevaria naturalmente o juro considerado normal para a economia, o chamado juro neutro. Para a Kapitalo, a combinação desses fatores explica melhor o fenômeno do que, por exemplo, o temor com a capacidade de pagamento do governo americano e a percepção de perda de credibilidade do Federal Reserve. “Essas duas hipóteses são as que se mostram mais robustas à análise dos dados e dos sinais de preços”, escreveu a gestora em carta divulgada na segunda-feira (14).

4. Apetite por ações

Existe também um efeito mecânico. Historicamente, quando o juro de 10 anos passa de um patamar próximo de 5,25%, ações e títulos deixam de andar em direções opostas e passam a cair juntos, segundo análise do estrategista Simon White, da Bloomberg Intelligence. Até agora, ter títulos na carteira protegia o investidor quando a bolsa caía. Se essa proteção some, a tendência é de mais oscilação dos dois lados ao mesmo tempo. “Os Treasuries estão perto de um ponto de inflexão”, diz White.

Como ficam os investimentos no Brasil?

Na prática, o juro americano funciona como um piso para o mundo inteiro. Se o título mais seguro do planeta passa a pagar perto de 5% ao ano em dólar, todo o resto precisa pagar mais para continuar atraente, e isso inclui o Brasil. O investidor estrangeiro que antes trazia dinheiro para cá começa a achar que não vale a pena correr o risco de um emergente por um prêmio que encolheu, e parte desse capital volta para os EUA.

“Isso muda toda a perspectiva do investidor estrangeiro, principalmente; ele fica mais dividido. O mercado está olhando muito para esse nível alto de juros nos EUA e com bastante preocupação, visto que temos uma guerra em andamento”, observa Rafael Pastorello, gestor de portfólio do Banco Sofisa.

Quando esse dinheiro sai, o dólar sobe, a bolsa perde fôlego e o Tesouro brasileiro precisa oferecer taxas maiores para vender seus títulos. E a taxa de juros local, que baliza de investimentos a financiamento imobiliário, tem espaço menor para cair.

Tudo isso ajuda a engrossar o caldo de incertezas com as quais o Banco Central brasileiro terá que lidar nesta quarta, quando deve anunciar nova queda da Selic para 13,75%. Mas o mercado ainda aguarda o comunicado para entender se novos cortes ainda virão, ou se o juro irá estacionar nesse patamar elevado. “Esperamos um tom duro e sem sinalização explícita sobre os próximos passos, o que consideramos acertado no atual momento”, avalia Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research.

E o que o investidor deve fazer?

Para o investidor brasileiro, o efeito tem dois lados: quem quer comprar renda fixa agora encontra taxas mais generosas, especialmente nos papéis mais longos. Já quem comprou esses mesmos papéis antes vê o preço deles cair no extrato, o que pode ser um problema se precisar sair antes do vencimento (quem carrega até o fim recebe a taxa contratada, independentemente do sobe e desce do caminho). Analistas veem uma janela para renda fixa de prazos maiores, mas com o CDI ainda tendo seu papel.

No câmbio, o momento deve ser de cautela. “Juros em queda no Brasil e em alta nos EUA reduzem, na margem, o diferencial de taxas entre os dois países, o que pode trazer alguma pressão para o real“, explica José Áureo, sócio e assessor da Blue3 Investimentos.

Já na Bolsa a tendência seria de mais pressão negativa, tanto pela expectativa de lucro menor das empresas por conta do juro local sem queda mais profunda, quanto pelo recuo das bolsas globais. Até aqui, porém, a expectativa de Selic menor e o cenário eleitoral vêm sendo preponderantes: o câmbio até piorou um pouco, mas a Bolsa conseguiu engatar nova alta. Uma saída, recomendam analistas, é investir em empresas mais protegidas de volatilidade, que se comportam mais como títulos de renda fixa.


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Fonte / Créditos: Equipe Infomoney / Publicado 16/09/2026

https://www.infomoney.com.br/onde-investir/eua-maior-juro-19-anos-motivos-como-afeta-brasil/

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No "New Space Economy" você vai acompanhar os conteúdos relacionados a Nova Economia Espacial, "a Space Economy". Editei este Blog movido por uma convicção simples: as decisões de negócios mais importantes da próxima década serão influenciadas, direta ou indiretamente, pelo que está acontecendo a 400 quilômetros acima de nossas cabeças. O espaço já é a infraestrutura crítica da economia global. A economia espacial moderna sustenta quase todos os pilares da vida moderna na Terra O New Space Economy  é o seu terminal de dados para o que acontece acima da nossa atmosfera, agora traduzido para o idioma dos negócios.  Acesse aqui: https://newspaceeconomy.blogspot.com/

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Web Science Academy; Hélio R.M.Cabral (Economista, Escritor eDivulgador de conteúdos de Economia, Astronomia, Astrofísica, Astrobiologia Climatologia). Participou do curso Astrofísica Geral no nível Georges Lemaître (EAD), concluído em 2020, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.

>Autor de cinco livros, que estão sendo vendidos nas livrarias Amazon, Book Mundo e outras

Orion Book: https://www.orionbook.com.br/

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terça-feira, 15 de setembro de 2026

Focus - Relatório de Mercado

 Caro(a) Leitor(a)

Banco Central do Brasil


Introdução

O Relatório Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. Ele é divulgado toda segunda-feira. O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do BC.

Link do relatório: https://www.bcb.gov.br/content/focus/focus/R20260911.pdf


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Fonte / Créditos: Banco Central do Brasil   /     / Publicado 14/09/2026

https://www.bcb.gov.br/publicacoes/focus

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Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.

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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Ações europeias caminham para abertura em baixa

Caro(a) Leitor(a)

Os mercados de ações europeus estavam preparados para uma abertura em baixa na segunda-feira, com a recuperação dos preços do petróleo após a Arábia Saudita ter fechado um importante oleoduto na sequência de ataques com drones, enquanto uma reunião planeada entre o Irã e os países do Golfo foi adiada.

O sentimento global também foi pressionado depois que empresas de inteligência artificial pediram um ritmo de desenvolvimento mais lento em meio a crescentes preocupações com os riscos à segurança.

Os investidores também se preparavam para a reunião de política monetária do Federal Reserve dos EUA esta semana, onde se espera que o banco central aumente as taxas de juros para combater as persistentes pressões inflacionárias.

O Banco Central Europeu também aumentou as taxas de juros na semana passada, enquanto o Banco da Inglaterra deverá manter sua política monetária inalterada na quinta-feira.

Não há previsão de divulgação de dados econômicos importantes ou relatórios de resultados corporativos na Europa hoje.

No pré-mercado, os futuros do Euro Stoxx 50 e do Stoxx 600 caíram 0,4% e 0,2%, respectivamente.


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Fonte / Créditos:   Trading Economics  / Por Jam Kaimo Samonte  / Publicado 14/09/2026

https://tradingeconomics.com/euro-area/stock-market/news/583413

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Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.

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domingo, 13 de setembro de 2026

B3 anuncia que passará a divulgar “Ibovespa em dólar” a partir de segunda-feira (14/09/2026)

Caro(a) Leitor(a)

Com o nome Índice Ibovespa B3 em Dólares Americanos, o indicador mantém como referência o desempenho do Ibovespa, mas converte seu valor para a moeda dos Estados Unidos.

A B3 comunicou que passará a divulgar, a partir de segunda-feira (14), uma versão do Ibovespa calculada em dólares. O novo indicador permitirá acompanhar o desempenho do principal índice da Bolsa brasileira também na moeda americana.

Com o nome Índice Ibovespa B3 em Dólares Americanos, o indicador mantém como referência o desempenho do Ibovespa, mas converte seu valor para a moeda dos Estados Unidos. Assim, incorpora também as oscilações do câmbio.

Esse movimento pode ser importante para quem olha o mercado brasileiro de fora. Uma alta do Ibovespa em reais, por exemplo, pode ser reduzida ou até revertida em dólares caso o real se desvalorize com força no mesmo período – e vice versa.

A  a conversão terá como referência a taxa WMR, cotação de câmbio calculada pela WM/Reuters e atualizada diariamente às 16h no horário de Londres (12h no de Brasília). A B3 deve disponibilizar versões de fechamento e de liquidação do indicador ao fim de cada pregão.

Por Lara Rizério 

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.

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Fonte / Créditos:  Infomoney / Publicado 11/09/2026

https://www.infomoney.com.br/mercados/b3-anuncia-que-passara-a-divulgar-ibovespa-em-dolar-a-partir-de-segunda-feira/

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