Quem sou eu

Minha foto
Niteroi, RJ, Brazil
Sou economista, escritor e divulgador de conteúdos sobre economia, pesquisas científicas em geral e Economia Espacial, a nova fronteira do capital

Botão Twitter Seguir

Total de visualizações de página

Impostômetro

INDEX GLOBAL

CoinMarkertCap

Pesquisa de Busca Google

Translate

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Por que os bancos centrais estão comprando ouro novamente: desdolarização, BRICS e o futuro do dinheiro global.

Caro(a) Leitor(a),









Analise como as reservas de ouro dos bancos centrais, a desdolarização, a expansão dos BRICS, as sanções, os receios inflacionários e as mudanças geopolíticas estão a remodelar o sistema financeiro global.


Introdução

Quando os Estados Unidos abandonaram o padrão-ouro em 1971, muitos economistas acreditavam que o ouro gradualmente se tornaria menos relevante no sistema financeiro global.

Afinal, as economias modernas estavam caminhando em direção a moedas fiduciárias, redes bancárias sofisticadas, pagamentos eletrônicos e instrumentos financeiros cada vez mais complexos.

Durante décadas, o ouro pareceu ocupar um papel secundário. Continuava valioso, mas muitos formuladores de políticas o viam como uma relíquia de uma era anterior.

No entanto, algo notável aconteceu no século XXI.

Em vez de reduzir suas reservas de ouro, os bancos centrais de todo o mundo começaram a comprar ouro no ritmo mais acelerado das últimas décadas.

Países com sistemas políticos, estruturas econômicas e interesses geopolíticos muito diferentes estão chegando a uma conclusão surpreendentemente semelhante: o ouro ainda importa.

Isso levanta uma questão importante.

Se o ouro já não lastreia as moedas modernas, por que os governos o estão acumulando em quantidades recordes?

A resposta reside nas mudanças nas realidades geopolíticas, nos crescentes níveis de endividamento, nas preocupações com a inflação, nos riscos de sanções e na emergência de uma economia global mais multipolar.

Por que os bancos centrais estão comprando ouro?

Diversas forças poderosas estão impulsionando o renovado interesse pelo ouro.

Primeiro motivo: Diversificação para além do dólar

Durante décadas, o dólar americano dominou as finanças globais.

O dólar permanece o mesmo:

- A principal moeda de reserva.

- A principal moeda para liquidação de transações comerciais.

- O ativo de reserva cambial mais amplamente detido.

No entanto, muitos países têm se sentido cada vez mais desconfortáveis ​​em depender excessivamente de uma moeda única.

Manter grandes quantidades de dólares expõe os governos a:

- Decisões de política monetária dos EUA

- Flutuações nas taxas de juros

- Riscos cambiais

- Desenvolvimentos geopolíticos

O ouro oferece diversificação.

Diferentemente das moedas estrangeiras, o ouro não é emitido por nenhum governo.

Seu valor não depende diretamente das políticas de uma nação específica.

Como resultado, muitos bancos centrais aumentaram gradualmente suas alocações em ouro, ao mesmo tempo em que reduziram a concentração excessiva em ativos denominados em dólares.

Segundo motivo: Proteção contra sanções

Um dos desenvolvimentos geopolíticos mais significativos dos últimos anos envolveu o congelamento das reservas cambiais durante conflitos internacionais.

Quando a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022, os governos ocidentais congelaram centenas de bilhões de dólares em reservas cambiais russas mantidas no exterior.

O evento causou grande impacto nos bancos centrais de todo o mundo.

Muitos formuladores de políticas reconheceram imediatamente uma lição importante.

Os ativos mantidos em sistemas financeiros estrangeiros podem tornar-se vulneráveis ​​durante disputas geopolíticas.

O ouro armazenado em território nacional apresenta uma situação diferente.

O ouro físico não pode ser facilmente congelado por outro país.

- Não pode ser apagado eletronicamente.

- Não pode ser tornado inacessível por meio de restrições bancárias.

Para muitos governos, essa constatação reforçou o valor estratégico do ouro.

Terceiro motivo: aumento da dívida soberana

Governos em todo o mundo estão carregando dívidas públicas em níveis historicamente elevados.

Os níveis de dívida pública aumentaram drasticamente em muitas economias avançadas.

Os Estados Unidos, a Europa, o Japão e diversas economias emergentes enfrentam crescentes pressões fiscais.

Grandes dívidas levantam questões difíceis:

- A inflação permanecerá elevada?

- Os governos podem continuar a contrair empréstimos indefinidamente?

- Como a dívida será gerenciada em última instância?

O ouro é frequentemente visto como uma proteção contra a incerteza em torno da dívida soberana e da estabilidade cambial a longo prazo.

Quando os governos acumulam dívidas rapidamente, alguns investidores e formuladores de políticas passam a se interessar mais por ativos tangíveis que não podem ser criados por meio de empréstimos ou impressão de dinheiro.

O Novo Panorama Monetário

A economia global está mudando.

- O poder está se tornando mais distribuído.

- As economias emergentes estão ganhando influência.

- Os níveis de endividamento continuam a aumentar.

- A competição geopolítica está se intensificando.

À medida que esses acontecimentos se desenrolam, os bancos centrais estão silenciosamente enviando uma mensagem por meio de suas ações.

Embora os legisladores apoiem publicamente os sistemas monetários fiduciários modernos, muitos estão simultaneamente aumentando suas reservas de ouro.

Seu comportamento sugere que o ouro continua a ocupar uma posição única na arquitetura financeira internacional.

A questão já não é se o ouro continua relevante.

A questão mais importante é como os indivíduos e os investidores devem reagir a esse ambiente em constante mudança.

Isso nos leva à próxima etapa da discussão: como pessoas comuns podem ter acesso ao ouro, as diferenças entre o ouro físico e os produtos financeiros de ouro, o papel da prata e o crescente debate entre o ouro e os ativos digitais, como o Bitcoin.

O advogado Tarun Choudhury é um profissional experiente do Supremo Tribunal Federal, com mais de 24 anos de sólida trajetória jurídica, reconhecido por sua visão estratégica e dedicação inabalável à justiça. Ele lidou com sucesso com uma ampla gama de casos complexos nas áreas do direito constitucional, penal e civil, conquistando uma reputação de excelência e integridade na mais alta corte do país.

Serviços Jurídicos na Índia


Obrigado pela sua visita e volte sempre!

Para saber mais, mantenha-se visitando esse Blog.


Fonte / Créditos:  BRICS / Por Adv. Tarun Choudhury    / Publicado 26/06/2026

https://infobrics.org/en/post/101359/

_______________________________


No "New Space Economy" você vai acompanhar os conteúdos relacionados a Nova Economia Espacial, "a Space Economy". Editei este Blog movido por uma convicção simples: as decisões de negócios mais importantes da próxima década serão influenciadas, direta ou indiretamente, pelo que está acontecendo a 400 quilômetros acima de nossas cabeças. O espaço já é a infraestrutura crítica da economia global. A economia espacial moderna sustenta quase todos os pilares da vida moderna na Terra O New Space Economy  é o seu terminal de dados para o que acontece acima da nossa atmosfera, agora traduzido para o idioma dos negócios.  Acesse aqui: https://newspaceeconomy.blogspot.com/

________________________________________

Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.


>Autor de cinco livros, que estão sendo vendidos nas livrarias Amazon, Book Mundo e outras

Page: http://econo-economia.blogspot.com

Page: http://pesqciencias.blogspot.com.br

Page: http://livroseducacionais.blogspot.com.br

e-mail: heliocabral@econo.ecn.br

e-mail: heliocabral@coseno.com.br

 InvestNews: https://investnews.beehiiv.com/subscribe?ref=3T5CKzvM4Z

terça-feira, 23 de junho de 2026

Interesse global por minerais críticos é oportunidade para Brasil transformar riqueza natural em estratégia industrial

Caro(a) Leitor(a),






Área de extração de nióbio em Araxá, Minas Gerais: além deste, território brasileiro dispõe de reservas significativas de lítio, grafite, manganês, níquel e silício. Desafio é ampliar a capacidade de agregação de valor a estes elementos químicos, especialmente através das etapas de refino e transformação industrial. Foto: Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) / Divulgação

Interesse global por minerais críticos é oportunidade para Brasil transformar riqueza natural em estratégia industrial

A corrida global pela transição energética inaugurou uma nova disputa geopolítica e industrial em torno dos minerais críticos. No Brasil, essa questão ganhou urgência com a aprovação do Projeto de Lei 2.780 pela Câmara dos Deputados, que propõe um marco legal para minerais críticos e estratégicos. No entanto, o texto aprovado apresenta ambiguidades importantes que podem limitar o potencial de indução de cadeias estratégicas e agregação de valor no segmento.

O problema é que, se mal calibrado, o marco legal pode direcionar incentivos para atividades de baixa complexidade tecnológica, com capacidade reduzida de induzir cadeias estratégicas, agregação de valor e desenvolvimento socioeconômico mais robusto.

Isso se deve principalmente à noção de “processamento” incluída no texto, excessivamente ampla e que não faz a distinção entre etapas de beneficiamento mineral e transformação industrial. Essa ambiguidade abre espaço para interpretações que podem direcionar os incentivos previstos na legislação para atividades de menor complexidade tecnológica, criando um risco real de alocação ineficiente de recursos.

Na ausência de critérios claros que priorizem etapas do downstream das cadeias de minerais críticos, a política pode resultar em ganhos incrementais no processamento mineral, sem necessariamente induzir a industrialização das cadeias estratégicas associadas.

Isso é o que se verifica hoje, por exemplo, no caso do quartzo, que serve de base para a cadeia do silício. Amplamente disponível no país, o material é exportado minimamente processado - muito distante, portanto, das etapas de maior pureza e valor agregado que servem de base para a produção de painéis solares, semicondutores e outros equipamentos de alta tecnologia.

Posição privilegiada

O território brasileiro dispõe de reservas significativas de terras-raras, grafite, manganês, nióbio, níquel, silício e lítio, insumos cada vez mais demandados pela indústria de baterias e para eletrificação, entre outras infraestruturas e tecnologias de baixo carbono. Essa diversidade confere ao país uma posição privilegiada no cenário internacional.

No entanto, isso só não basta. A nova economia mineral tem que ser definida menos pela capacidade de extração do que pela agregação de valor, especialmente através das etapas de refino e transformação industrial.

O gargalo da economia global de minerais críticos não é geológico, mas industrial. Minerais como silício, manganês, cobre e zinco não são escassos; o que está concentrado em mais de 80% nas mãos da China são o processamento e o refino.

O Brasil reúne dois ativos que poucos países combinam: energia renovável abundante e carbono biogênico. Ambos são insumos críticos para as etapas de refino de minerais. Com eles, o país pode atrair investimentos internacionais e capturar valor nas cadeias industriais da transição energética, desde que a legislação seja precisa, e a regulação, clara.

Transformar essas vantagens em desenvolvimento socioeconômico impõe, no entanto, um duplo desafio. No plano interno, exige capacidade de planejamento, coordenação institucional e definição clara de prioridades. A principal delas é promover, de forma seletiva e estratégica, etapas de maior agregação de valor, como processamento, refino e transformação industrial, de acordo com a viabilidade econômica, energética e tecnológica de cada cadeia.

Já no plano externo, é necessário construir parcerias que não se limitem à atração de investimento, mas viabilizem desenvolvimento tecnológico, acesso a mercados e inserção mais qualificada do país.

Caso ignore esses desafios, o Brasil poderá seguir numa rota mais fácil, mas muito menos vantajosa, de ampliar sua presença nesse mercado apenas como exportador de matérias-primas e etapas de baixo valor agregado. Em contrapartida, investir em processamento, refino, materiais avançados e, quando fizer sentido, na fabricação de componentes, pode abrir caminho para uma industrialização verde mais densa, com cadeias produtivas complexas e maior capacidade de captura de valor no território nacional.

Novas oportunidades

A ampla disponibilidade de energia renovável no país abre um leque de oportunidades, especialmente para as etapas de refino de minerais críticos. A energia renovável não é apenas um ativo isolado, mas um insumo crítico para o processamento de minerais críticos. Combinada com o carbono biogênico disponível no país, cria-se uma vantagem competitiva única para atrair investimentos internacionais em refino e transformação industrial de minerais, desde que a legislação seja clara e a regulação previsível.

É relevante o contraste com a China, que, embora lidere as etapas de refino desses minerais (concentrando mais de 80% do processamento global), ainda conta com uma matriz elétrica muito baseada em combustíveis fósseis. Essa concentração do refino na China representa tanto um risco geopolítico para a economia global quanto uma oportunidade para o Brasil, que pode diversificar as cadeias de suprimento através de refino de baixo carbono alimentado por energia renovável.

A janela de oportunidade existe, mas seu aproveitamento depende de escolhas concretas: avanço regulatório, expansão renovável competitiva e fim do desmatamento ilegal.

Ao mesmo tempo, o Brasil pode fortalecer ainda mais sua posição internacional ao liderar uma agenda regional em torno do tema. A integração latino-americana representa uma oportunidade para estruturar cadeias produtivas complementares, assim como a cooperação com países do Sul Global, particularmente a África do Sul.

O diálogo entre Brasil e África do Sul sobre minerais críticos para uma transição justa, realizado em Pretória em 30 de abril de 2025, durante a Presidência da África do Sul no G20, evidencia como países produtores podem estruturar parcerias estratégicas para fortalecer posições negociadoras em cadeias globais.

A proposta central é que minerais críticos catalisem o desenvolvimento socioeconômico dos países produtores, com a recomendação de que pelo menos parte do processamento desses materiais seja realizado onde eles são produzidos.

Essa agenda também precisa enfrentar a dimensão territorial do desenvolvimento. A riqueza mineral não pode se traduzir em enclaves econômicos desconectados das regiões onde os empreendimentos são instalados. Colocar os investimentos em prática de maneira legítima e estável depende da construção de pactos consistentes dentro e fora do país, com participação social, licenças sociais sólidas e mecanismos que assegurem benefícios concretos para as populações locais, como geração de empregos de qualidade.

Atrair capital produtivo e construir um ambiente de negócios coerente com as ambições do país exige clareza estratégica. A legislação em desenvolvimento precisa articular esses elementos com responsabilidade, para que os recursos do subsolo possam servir de base a uma industrialização verde, competitiva e socialmente justa.

Doutor em sustentabilidade, Universidade de São Paulo (USP); Instituto E+

Declaração de transparência

Clauber Leite é diretor do Instituto E+, think tank brasileiro independente que atua como policy influencer, conectando governos, indústria, sociedade civil e academia para pautar a transição energética como um vetor de desenvolvimento econômico e social do país.


Monica Tarantino, Editora 


Obrigado pela sua visita e volte sempre!

Para saber mais, mantenha-se visitando esse Blog.

Fonte / Créditos:  The Conversation /  Publicado 19/06/2026

https://theconversation.com/interesse-global-por-minerais-criticos-e-oportunidade-para-brasil-transformar-riqueza-natural-em-estrategia-industrial-283876

_______________________________


No "New Space Economy" você vai acompanhar os conteúdos relacionados a Nova Economia Espacial, "a Space Economy". Editei este Blog movido por uma convicção simples: as decisões de negócios mais importantes da próxima década serão influenciadas, direta ou indiretamente, pelo que está acontecendo a 400 quilômetros acima de nossas cabeças. O espaço já é a infraestrutura crítica da economia global. A economia espacial moderna sustenta quase todos os pilares da vida moderna na Terra O New Space Economy  é o seu terminal de dados para o que acontece acima da nossa atmosfera, agora traduzido para o idioma dos negócios.  Acesse aqui: https://newspaceeconomy.blogspot.com/

________________________________________

Web Science AcademyHélio R.M.Cabral (Economista, Escritor e Divulgador de conteúdos de EconomiaAstronomia, Astrofísica, Astrobiologia Climatologia). Participou do curso Astrofísica Geral no nível Georges Lemaître (EAD), concluído em 2020, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.


>Autor de cinco livros, que estão sendo vendidos nas livrarias Amazon, Book Mundo e outras

Page: http://econo-economia.blogspot.com

Page: http://pesqciencias.blogspot.com.br

Page: http://livroseducacionais.blogspot.com.br

e-mail: heliocabral@econo.ecn.br

e-mail: heliocabral@coseno.com.br

 InvestNews: https://investnews.beehiiv.com/subscribe?ref=3T5CKzvM4Z

What is the Metaverse?