Quem sou eu

Minha foto
Maricá, Rio de Janeiro, Brazil

Botão Twitter Seguir

Total de visualizações de página

Impostômetro

Conversor de Moedas

CoinMarkertCap

Pesquisa de Busca Google

Translate

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Sobre Finanças - Verbete D2

Caros Leitores;


DEMOCRATIZAÇÃO DO CAPITAL
Processo pelo qual a propriedade de uma empresa fechada se transfere, total ou parcialmente, para um grande número de pessoas. Estes investidores não mantêm, necessariamente, relações entre si, com o grupo controlador ou com a própria companhia.
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Termo que define uma série de relatórios que categorizam e quantificam as principais contas de uma empresa. Dentre as demonstrações financeiras mais utilizadas estão o BP (Balanço Patrimonial), a DRE (Demonstração de Resultado do Exercício), a demonstração das origens e aplicações de recursos, e as mudanças no patrimônio líquido, além das notas explicativas que acompanham as demonstrações acima.
DEPRECIAÇÃO
Termo utilizado para definir um débito que tem como objetivo reduzir o valor contábil de um determinado ativo. Este lançamento busca representar contabilmente a perda de valor de algum ativo em decorrência do uso, da ação do tempo, da obsolescência tecnológica ou redução no preço de mercado. A depreciação não tem efeito direto no caixa de uma empresa, pois é um lançamento contábil.
DERIVATIVOS
São contratos de ativos financeiros cujos valores e características de negociação derivam de outros ativos que lhes servem como referência. É a operação do mercado financeiro em que o valor das transações deriva do comportamento futuro de outros mercados. Há três tipos de derivativos: futuros, opções e swaps.
DESÁGIO
Termo que define a diferença entre o valor de mercado e o valor nominal de um título. Caso o valor de mercado ou valor pago seja menor que o valor nominal, a diferença é chamada deságio. É o inverso de ágio.
DESDOBRAMENTO
Método pelo qual a empresa aumenta a quantidade de ações dos sócios de forma proporcional, sem, no entanto, alterar o seu capital social. Esse mecanismo visa aumentar a quantidade de ações em circulação, reduzindo o preço e aumentando a liquidez. No mercado financeiro, também é conhecido por “split”.
DIFERENCIAL
Combinação de possíveis compras e vendas de opções sobre a mesma ação-objeto, mas de séries diferentes.
DIREITO DE RETIRADA
Direito de um acionista de se retirar de uma empresa, mediante o reembolso do valor de suas ações, quando for dissidente de deliberação de assembléia com aprovação de determinadas matérias definidas na legislação pertinente.
DIREITO DE SUBSCRIÇÃO
Direito de um acionista de subscrever preferencialmente novas ações de uma sociedade anônima quando houver aumento de seu capital.
DIREITOS
Ver definição de benefícios.
DISCLOSURE
Divulgação de informações por parte de uma empresa, que possibilita uma tomada de decisão consciente pelo investidor e aumenta sua proteção.
DIVIDENDO
Valor distribuído aos acionistas, em dinheiro, na proporção da quantidade de ações possuídas. Normalmente, é resultado dos lucros obtidos por uma empresa, no exercício corrente ou em exercícios passados. O valor a ser pago pode ser fixado em função de parcela (%) do lucro líquido do exercício, parcela da geração de caixa livre, parcela do capital social ou um evento extraordinário. Pela Lei das S.A., deverá ser distribuído um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido apurado em cada exercício.



Fonte: https://www.rico.com.vc/aprenda/dicionario-de-financas


Obrigado pela sua visita e volte sempre!

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Nova York treinará mulheres para negociação de aumento salarial

Cabos Leitores;

A partir do mês que vem, Nova York vai treinar mulheres para negociar aumentos salariais e incentivar que façam isso.
As oficinas de duas horas serão oferecidas nas cinco zonas administrativas que formam a cidade a partir do quarto trimestre. A iniciativa inclui 10 turmas presenciais e há planos para mais turmas em 2020. Um curso online já está disponível. A cidade pretende atingir 10.000 mulheres no total, em um esforço concentrado para reduzir as disparidades salariais entre homens e mulheres.
Em 2016 em Nova York, as mulheres ganharam 88% do que os homens ganharam, segundo pesquisa da Associação Americana de Mulheres Universitárias (AAUW, na sigla em inglês), que analisou o rendimento anual mediano de trabalhadores em jornada integral. É melhor que a média nacional, estacionada ao redor de 80% há quase 20 anos. Apenas a capital Washington e o Estado da Califórnia estão mais perto da paridade.
A igualdade salarial e a emancipação econômica feminina se tornaram questões importantes para autoridades e líderes empresariais. Em 2017, a cidade proibiu os empregadores de pedirem o histórico salarial a candidatos a empregos — prática que costuma prejudicar mulheres e grupos que recebem menos. No ano seguinte, muitos dos grandes bancos americanos divulgaram voluntariamente dados sobre suas diferenças salariais específicas.
Treinar mulheres para negociar salários mais altos “é uma maneira de atuar mais deliberadamente para eliminar as disparidades salariais”, disse Kim Churches, presidente da AAUW, que está financiando e implementando o programa junto com a Corporação de Desenvolvimento Econômico da Cidade de Nova York (EDC). A associação realiza oficinas de negociação em todo o país, incluindo Boston, Kansas City e Washington.
No último ano, a AAUW treinou quase 100.000 mulheres, segundo Churches. Estudos recentes rejeitam a noção de que mulheres não pedem aumento ou não são assertivas quando pedem. Em 2016, uma pesquisa da McKinsey e da organização Lean In concluiu que as mulheres pediam aumentos salariais e promoções tanto quanto os homens, mas com menor probabilidade de receber resposta positiva. Essa estatística fez com que a diretora operacional do Facebook, Sheryl Sandberg, questionasse os limites dos conselhos que publicou no livro Faça Acontecer – Mulheres, Trabalho e a Vontade de Liderar (Lean In, no original em inglês).
Pesquisa publicada pela Harvard Business Review no ano passado chegou a uma conclusão semelhante e apurou que mulheres e homens se mostravam igualmente confiantes em suas negociações.
O que outros estudos descobriram é que o viés é o que realmente comprime os salários das mulheres. Quando negociam como homens, elas podem ser punidas por agirem de maneira “muito agressiva”. O estudo feito em 2016 por McKinsey e Lean In descobriu que as mulheres que negociam são 67% mais propensas a ouvir que são “intimidadoras”, “agressivas demais” ou” mandonas” do que mulheres que não agem da mesma maneira, ou quando comparadas aos homens em geral.
Ainda assim, a amostra restrita das turmas da AAUW em Boston concluiu que as mulheres se beneficiam das aulas. Uma pesquisa junto a 52 participantes descobriu que 48% usaram as habilidades aprendidas nas oficinas para negociar um aumento salarial no emprego atual ou em uma nova posição. A maioria relatou ter tomado alguma atitude, incluindo pequenos gestos como “ter uma conversa informal com colegas de trabalho” ou se informar sobre o salário praticado no mercado para sua função.
Para Ana Ariño, estrategista-chefe da EDC, este é um dos muitos recursos e ferramentas da cidade que ajudam a “colocar dinheiro no bolso das mulheres”. “O programa faz parte do Women.NYC, iniciativa lançada no ano passado para criar mais oportunidades econômicas para profissionais do sexo feminino em Nova York. Women.NYC também oferece outras oficinas e subsídios e toca uma campanha para espalhar mais estátuas de mulheres pela cidade.


Fonte: Bloomberg 19 de agosto de 2019 / Por Rebecca Greenfield.

https://www.bloomberg.com.br/blog/nova-york-treinara-mulheres-para-negociacao-de-aumento-salarial/

Obrigado pela sua visita e volte sempre!

Incerteza da guerra comercial vai tirar US$ 585 bi do PIB global

Caros Leitores;

As tarifas sobre as importações chinesas impostas por pelo presidente Donald Trump estão sendo muito criticadas por provocarem desaceleração da economia global, mas é o seu comportamento no Twitter que pode ser ainda mais prejudicial.
De acordo com um relatório da Bloomberg Economics, a incerteza sobre o comércio poderia reduzir o Produto Interno Bruto mundial em 0,6% em 2021, em relação a um cenário sem guerra comercial. Isso é o dobro do impacto direto das tarifas e o equivalente a US$ 585 bilhões do PIB mundial estimado pelo Fundo Monetário Internacional, de US$ 97 trilhões em 2021.
A China seria mais duramente atingida pelo fator de incerteza, com seu PIB 1% menor, em comparação à fatia de 0,6% a ser subtraída da atividade econômica dos Estados Unidos, mostrou a análise.
“O tuíte é mais poderoso que a tarifa”, escreveram os economistas da Bloomberg em relatório.


Os posts na mídia social do presidente dos EUA sobre comércio, muitos dos quais sobre a China, às vezes aparecem várias vezes ao dia, e outras vezes não. Sua postura contraditória sobre o progresso das negociações com Pequim causa arrepio nas empresas que estão tomando decisões sobre investimentos e contratações.











O Fed respondeu às dificuldades na economia com um corte de 0,25 ponto percentual no mês passado. O relatório da Bloomberg Economics diz que, embora a política monetária possa ser usada para mitigar os choques de incerteza, não pode evitar totalmente o estrago. Se os bancos centrais responderem à fraqueza da demanda, o PIB mundial será 0,3% menor em 2021 do que seria em um cenário sem guerra comercial.


Fonte: Bloomberg 19 de agosto de 2019 / Por Eddie Spence.

https://www.bloomberg.com.br/blog/incerteza-da-guerra-comercial-vai-tirar-us-585-bi-pib-global/

Obrigado pela sua visita e volte sempre!

domingo, 18 de agosto de 2019

Na Islândia, calor derrete geleiras e leva país à recessão

Caros Leitores;











A GELEIRA DE VATNAJOEKULL, QUE ESTÁ DERRETENDO POR CAUSA DAS ALTAS TEMPERATURAS (FOTO: THOMAS IMO/PHOTOTHEK VIA GETTY IMAGES)


A geleira está derretendo tanto que a terra está emergindo do mar." A frase é de Adalsteinn Ingólfsson, diretor-executivo da Skinney-Thinganes, uma das maiores empresas de pesca da Islândia, em entrevista ao New York Times. (https://www.nytimes.com/2019/08/09/business/iceland-ice-melt-global-warming-climate-change.html?login=email&auth=login-email). Segundo ele, já é difícil movimentar os maiores barcos de pesca para dentro e fora do porto. A situação é reflexo direto de um drama que atinge a Islândia como um todo: o derretimento massivo da geleira Vatnajökull, a maior massa de gelo da Europa.

Diferentemente do que acontece em outras regiões, como a Groenlândia, nas quais o fim das geleiras leva à elevação dos mares, na Islândia o fenômeno causa o aumento de trechos de terra nas regiões mais ao sul. Ou seja, lá, o degelo está drenando fiordes, deslocando sedimentos subterrâneos e até mesmo retorcendo os canos de esgoto. As mudanças obrigam o país a vislumbrar um futuro sem gelo - e este não será fácil. 

Neste ano, Reykjavik, capital da Islândia, registrou as maiores temperaturas de todos os tempos. O calor foi acompanhado do temor de uma forte recessão. Isso porque a mudança climática afetou uma das exportações mais importantes do país: o peixe capelim. A espécie foi em busca de águas mais frias e desapareceu da região.










NESSE ANO, REYKJAVÍK, CAPITAL DA ISLÂNDIA, REGISTROU AS MAIORES TEMPERATURAS DE TODOS OS TEMPOS (FOTO: THINKSTOCK)


Os peixes correspondem a 39% das exportações da Islândia. Mas a própria indústria pesqueira também é responsável pela crise: só agora as empresas estão começando a reduzir o uso de combustível fóssil e investir em navios sustentáveis, que ajudam a preservar a vida marinha.
Companhias de energia também terão que correr atrás do prejuízo. Estima-se que o derretimento glacial ultrapasse as bacias hidrográficas no próximo século, o que vai afetar diretamente as hidrelétricas da região. A Landsvirkjun, empresa estatal que gera três quartos da energia da Islândia está investindo em torres eólicas, capazes de oferecer energia quando as hidrelétricas se tornarem inviáveis.
O aquecimento global traz à tona também a questão dos vulcões. Com o derretimento das geleiras, que ajudavam a resfriá-los, fazendeiros e empresas islandesas (e de outros países) passaram a se movimentar em prol a plantação de árvores nas regiões vulcânicas, em geral desmatadas. A ideia é refrescar a região e também promover a absorção de dióxido de carbono. Foram mais de um milhão de árvores plantadas desde 2010, um esforço nobre, mas que levará décadas para dar resultado.
"A mudança climática não pode ser mais motivo de piada, nem na Islândia, nem em qualquer outro lugar", disse Gudni Jóhannesson, presidente da Islândia. Em 2017, o país também elegeu a ambientalista Katrín Jakobsdóttir como primeira-ministra. Hoje, seu governo tem um orçamento de US$ 55 milhões para investi em projetos de reflorestamento, conservação de terras e transporte livre de carbono nos próximos 5 anos. Valor que deve aumentar com o passar do tempo, já que o objetivo é que, até 2040, empresas, organizações e indivíduos zerem suas emissões de carbono.
Ativistas ambientais, no entanto, dizem que os esforços não são suficientes para fazer da Islândia um modelo a ser seguido e destacam que as principais indústrias do país produzem um terço do dióxido de carbono que precisa ser reduzido. Ativistas também chamam atenção para o turismo. A atividade causa fortes impactos ambientais, mas se tornou outro  motor de crescimento econômico desde o colapso bancário de 2008, e tem crescido ainda mais com a notícia de que, em breve, as principais atrações do país devem desaparecer.
Fonte: Revista Época Negócios / 16-09-2019



Obrigado pela sua visita e volte sempre!

Banco Central acessa reservas para atender demanda por dólares

Caros Leitores;

O plano do Banco Central de vender dólares das reservas internacionais pela primeira vez em uma década foi bem recebido pelo mercado. Na avaliação de operadores, a medida vai ajudar a atender a demanda de investidores sem afetar a perspectiva para o nível do real.
A ideia de mexer nas reservas internacionais usualmente causa polêmica no mercado, especialmente em um país com histórico de crises cambiais, mas desta vez os investidores não estão preocupados. O Brasil tem acumulado dólares consistentemente, o que elevou as reservas em 90% na última década, para um nível quase recorde de US$ 386 bilhões. O tamanho das reservas até passou a ser questionado, já que carregar ativos em moeda forte tem um rendimento baixo, enquanto os juros em reais são bem mais elevados.
“Os participantes do mercado estão muito confortáveis com o nível atual de reservas”, disse Alvise Marino, estrategista de câmbio do Credit Suisse, em Nova York. “O fato de o BC ter sido aberto sobre os planos e comunicado isso de forma bastante clara deve limitar o potencial impacto negativo.”
Na quarta-feira, a autoridade monetária informou que, além de vender dólares no mercado à vista, o BC também vai oferecer contratos de swap cambial reverso, o que equivale a comprar dólares no mercado futuro. A medida anula o impacto que a venda de dólares teria sobre o real, ao mesmo tempo que permite às autoridades aumentar a oferta local de dólares.
A última vez que o BC vendeu dólares no mercado à vista foi no início de 2009, após a crise financeira global. Desta vez, os investidores poderão escolher entre comprar dólares ou o swap reverso, segundo o Banco Central.















O ministro da Economia, Paulo Guedes, criou certa agitação no mercado no ano passado quando mencionou a ideia de usar as reservas para reduzir a dívida pública. Mas vender dólares no mercado de câmbio é visto como um movimento muito mais benigno.
O BC realizou vários leilões de linhas de crédito este ano em meio ao aumento da demanda por dólares no mercado à vista, fazendo com que o diferencial entre o preço do contrato futuro de menor prazo e o spot, o chamado “casado”, ficasse negativo.
Esta semana o dólar bateu a marca de R$ 4, puxado por uma onda de aversão ao risco global provocada por preocupações em relação ao ritmo de crescimento e relações comerciais e agravada pelos crescentes temores de um novo default da dívida soberana da Argentina.















A medida do Banco Central também deve ajudar a reduzir o volume de contratos de swap nas mãos do BC, que atualmente totaliza US$ 69 bilhões. O BC vendeu esses derivativos durante o programa de intervenção em agosto de 2013 para reduzir a volatilidade depois que o dólar chegou perto da maior cotação em cinco anos. A autoridade monetária então reduziu as vendas em março de 2015 e voltou a aumentar as ofertas em agosto daquele ano.
A autoridade monetária mudou a estratégia em março de 2016, optando pelos contratos de swap reverso diante da queda do dólar em meio às perspectivas de mudança do governo. O BC voltou a vender contratos de swap no ano passado com a onda vendedora de moedas de mercados emergentes. Agora, vai retomar a oferta de contratos de swap reverso.
“Acho que vai levar um tempo para sentirmos o impacto”, disse Italo Lombardi, estrategista de câmbio do Crédit Agricóle, em Nova York. “Acho uma boa estratégia. Me parece que o objetivo mesmo é reduzir o tamanho do book de swaps.”

Fonte: Bloomberg 15 de agosto de 2019 / Por Aline Oyamada.


Obrigado pela sua visita e volte sempre!

Syngenta planeja maior IPO do setor químico global

Caros Leitores;

A China National Chemical prepara uma oferta inicial de ações da Syngenta, a fabricante de agroquímicos suíça adquirida por US$ 43 bilhões. Se os planos forem em frente, será o maior IPO do setor químico de todos os tempos, disseram pessoas com conhecimento do assunto.
Executivos do alto escalão iniciaram os trabalhos internos para que a listagem ocorra em meados de 2020, disseram as pessoas. A Syngenta está negociando com bancos de investimento interessados em coordenar a oferta, disseram as pessoas, que não quiseram ser identificadas porque as informações são confidenciais.
A empresa provavelmente escolherá a Europa para o IPO, que teria preferência em relação às bolsas de Hong Kong ou Nova York, segundo as fontes.
A ChemChina fechou a compra da Syngenta em 2017, o que marcou a maior aquisição de uma empresa chinesa no exterior. O negócio transformou a estatal ChemChina em uma concorrente de peso no mercado global de agroquímicos, mas também deixou a empresa atolada em dívidas. A companhia chinesa havia dito que planejava listar a Syngenta novamente num prazo de quatro a cinco anos.
“Com a expectativa de que faremos o IPO até 2022, é natural que o planejamento tenha começado para que estejamos preparados para avançar no momento certo, quando o mercado for favorável e demonstrarmos o forte desempenho necessário para garantir um valuation premium”, disse o diretor financeiro da Syngenta, Mark Patrick, em comunicado em resposta às perguntas da Bloomberg.
Nenhuma decisão final foi tomada e a oferta de ações pode ser adiada, disseram as pessoas. O setor químico agrícola tem enfrentado um período de desaceleração. A BASF alertou no mês passado que o lucro de 2019 vai ficar abaixo das expectativas da empresa devido ao desaquecimento da demanda e ao impacto dos conflitos comerciais.
O prazo para o IPO também pode ser afetado pelo plano do governo chinês de unir as operações da ChemChina e da rival estatal Sinochem, disseram as pessoas. Uma porta-voz da ChemChina não respondeu imediatamente a uma mensagem de texto e e-mail pedindo comentários.
Representantes da ChemChina e da Sinochem concluíram os preparativos para a fusão, que reformularia o setor e criaria uma empresa de petróleo e produtos químicos com mais de US$ 100 bilhões em ativos, informou a Bloomberg News em dezembro. Frank Ning, que comanda as duas empresas, estuda possíveis vendas de ativos depois que as autoridades chinesas concederam aprovação preliminar para a fusão, disseram pessoas com conhecimento do assunto.

Fonte: Bloomberg 15 de agosto de 2019 / 


Obrigado pela sua visita e volte sempre!

SFTR: o novo desafio regulatório do mercado financeiro na União Europeia

Caros Leitores;

O mercado financeiro começou a contagem regressiva para a entrada em vigor das mudanças mais importantes desde o início da Diretiva de Mercados em Instrumentos Financeiros da União Europeia (MiFID II), em janeiro de 2018. O reporte sob o Regulamento de Transações com Financiamento de Valores Mobiliários (SFTR) começará em abril de 2020, após a finalização de exigências detalhadas de implementação. As regras visam aumentar a transparência de transações com empréstimo de instrumentos financeiros e acordos de recompra (repos) e a visibilidade dos riscos associados a arranjos que envolvem colateral.

Embora os padrões de reporte tenham sido publicados primeiramente pela Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA) em março de 2017, a Comissão Europeia demorou mais de um ano para informar o órgão sediado em Paris que daria seu endosso somente após algumas alterações. Quando a ESMA recusou, a questão atrasou ainda mais, uma vez que a própria comissão modificou formalmente as exigências de uma versão preliminar do documento. Por fim, os padrões técnicos foram publicados no diário oficial da União Europeia, iniciando a contagem regressiva para a adoção escalonada, começando com bancos e firmas de investimento em 11 de abril de 2020. Agora, as organizações precisam acelerar seus projetos de compliance.
Depois da crise financeira, autoridades reguladoras passaram a temer que o mesmo colateral fosse usado diversas vezes em cadeias de transações, multiplicando a alavancagem e diminuindo a possibilidade de confiar nesse colateral em momentos de estresse financeiro. As autoridades também temiam que os fornecedores de colateral talvez não compreendessem os riscos desses acordos e os riscos incorridos ao permitir que o colateral fosse reutilizado.
Sob as novas regras, instituições que entram em transações com colateral — como acordos de recompra, empréstimos de commodities, empréstimos de margem e swaps de taxa de retorno total — precisam se enquadrar no SFTR. Instituições financeiras e posteriormente as não financeiras precisarão relatar essas operações a repositórios aprovados de transações.
Não se trata de um nicho de mercado. O último levantamento da Associação Internacional do Mercado de Capitais (ICMA) concluiu que o mercado de acordos de recompra na Europa movimentava EUR 7,739 trilhões, vindo de EUR 7,351 trilhões na pesquisa realizada em junho de 2018.
SFTR não apenas ampliará as exigências de reporte, mas impactará diretamente a gestão e negociação de colateral. O colateral não será completamente fungível — se é que foi algum dia. E isso terá implicações práticas em termos de negociações e processos.
Alguns elementos de SFTR já estão em vigor. Fornecedores de colateral precisam ser informados dos riscos envolvidos em sua reutilização. Por exemplo, quando um ativo ‘comprometido’ é usado (quando a contraparte empresta o colateral, mas mantém propriedade do mesmo), agora é preciso dar consentimento explícito se a parte recebedora pretende usar o colateral em outra transação com um terceiro. Também estão em vigor exigências que aumentam as obrigações de prestação de contas pelos fundos – como gestoras de fundos de investimento coletivo (UCITS) e fundos de investimentos alternativos – quanto ao uso de financiamentos de valores mobiliários, com envio de relatórios periódicos a investidores.
Sua organização está preparada para as regras de reporte?
O reporte de financiamentos de valores mobiliários aos repositórios procederá segundo um cronograma escalonado, entrando em vigor nas seguintes datas: 11 de abril de 2020 para bancos e firmas de investimento; 11 de julho de 2020 para contrapartes centrais e depósitos centrais de valores mobiliários; 11 de outubro de 2020 para seguradoras, fundos de pensão, fundos de investimentos alternativos e fundos de investimento coletivo; 11 de janeiro de 2021 para contrapartes não financeiras.
A esta altura, já deve haver amplo conhecimento das exigências. Os pontos estavam disponíveis na forma de esboço há mais de dois anos e muitas das regras foram copiadas – literalmente, em alguns casos – do Regulamento de Infraestrutura do Mercado Europeu (EMIR), que exige reporte de todos os derivativos a repositórios de transações.
Assim como no EMIR, o reporte duplo se aplica — ou seja, se ambas as contrapartes têm sede na UE, o SFTR exige que ambas façam reporte aos repositórios de transações até o fechamento do pregão do próximo dia útil. Os desafios desse processo sob EMIR – incluindo conciliação de transações apesar da ausência de identificadores individuais de produto – levaram alguns no mercado a esperar padrões mais simples de reporte para transações de financiamento de valores mobiliários. No entanto, autoridades europeias adotaram o entendimento de que os problemas de correspondência eram gerados pelas falhas de compliance e reporte das organizações — e que o mercado deveria melhorar esses padrões gerais em vez de esperar que fossem flexibilizados.
Muitas instituições podem aproveitar ao máximo a alavancagem operacional empregando soluções desenvolvidas para EMIR e MiFID II. Desta forma, a infraestrutura adicional pode ser uma evolução e não uma revolução. Como ocorre frequentemente diante de regulamentos cada vez mais rígidos, as organizações se beneficiam do uso de sistemas unificados de reporte em tempo real.
De olho em problemas extraterritoriais
Ainda que SFTR seja parte de um compromisso global com a maior transparência no mercado de transações que envolvem financiamento de valores mobiliários, a abordagem europeia continua sendo relativamente prescritiva, pelo menos até o momento. Não se sabe se jurisdições dos EUA ou Ásia irão considerar a rota de reporte dessas transações a repositórios dedicados.
Isso cria questões extraterritoriais para contrapartes com sede na Europa e pode impactar as práticas e os fluxos do mercado. Por exemplo, SFTR exige que entidades que operam na UE façam reporte de todas as transações que envolvem financiamento de valores mobiliários junto a bancos centrais fora da UE, de modo que autoridades europeias tenham visibilidade de transações potencialmente sensíveis – como acordos de recompra – que fazem parte da política monetária de uma nação soberana. Ainda não está claro se isso influencia como os bancos centrais escolhem contrapartes.
O próximo passo esperado é a divulgação pela ESMA de diretrizes adicionais para ajudar o mercado a preparar formulários de perguntas e respostas e instruções de reporte, como divulgou antes de MiFID II.


Fonte: Bloomberg 14 de agosto de 2019 / Por Joe McHale, especialista em Assuntos Regulatórios da Bloomberg na região EMEA.


Obrigado pela sua visita e volte sempre!

Rali de 140% da Qualicorp recompensa ativismo da XP Asset

Caros Leitores;

O fundo multimercado brasileiro com melhor desempenho ao longo dos últimos anos conseguiu uma nova vitória: ajudar a tornar a empresa de segunda pior performance na bolsa em 2018 na segunda melhor ação do Ibovespa neste ano.
O fundo XP Long Biased FIM, cujo retorno total ao longo dos últimos cinco anos superou todos os 155 pares acompanhados pela Bloomberg, arquitetou a virada na governança da Qualicorp.
A Qualicorp, que tem o fundo da XP entre os seus principais acionistas, viu suas ações subirem cerca de 140% desde o começo de outubro do ano passado, quando o presidente da empresa e principal acionista, Jose Seripieri Filho, entrou em conflito com os gestores João Braga e Marcos Peixoto.
O rali ganhou mais fôlego no começo deste mês, após Seripieri concordar em vender uma fatia de 10% para a Rede D’Or São Luiz e, posteriormente, deixar o cargo de presidente da empresa, permanecendo como um acionista indireto.
“A Qualicorp era um papel muito barato enfrentando uma questão de governança no ano passado, o que nos levou a ser ativistas”, disse Braga, em uma entrevista no escritório da Bloomberg em São Paulo. “Alguns investidores não olhavam para a empresa pela governança e a ação subiu durante os últimos meses sem uma única revisão para cima das expectativas de lucros.”
O fundo da XP tem carregado ações da Qualicorp ao menos durante os últimos cinco anos, período em que apresentou retorno total de 350%, segundo dados compilados pela Bloomberg. A aposta de longo prazo na empresa parecia caminhar para o desastre no ano passado, quando a ação desabou quase 30% após a Qualicorp concordar em pagar R$ 150 milhões a Seripieri para que ele não vendesse ações da empresa por seis anos, além da assinatura de um acordo de non-compete.
A XP Asset Management reclamou da proposta e enviou uma carta para a empresa pedindo a revisão do acordo. Alguns dias depois, uma trégua foi alcancada: Seripieri usaria a quantia para comprar ações da empresa, comprometendo-se a ter seu pacote de compensação revisado. A XP também nomeou Rogerio Calderon para substituir Claudio Bahbout como membro do conselho e a Qualicorp anunciou a criação de um comitê de governança.
As mudanças na governança deram início a uma alta firme dos papéis da Qualicorp – e a XP Asset Management quase dobrou sua posição durante o segundo trimestre do ano, quando a ação estava perto dos R$ 20,00, para cerca de 7,7% da empresa, segundo dados compilados pela Bloomberg.
As cinco principais posições do fundo, segundo Braga, são Via Varejo, Qualicorp, Sanepar, Banco do Brasil e Azul.

“Nós gostamos de ser o que consideramos ativistas positivos: conversamos com a empresa, mostramos nossa base de dados de pessoas, tentamos encontrar um perfil que se encaixe na empresa, alguém para ajudar a cortar custos, gerir o ágio.”

Fonte: Bloomberg 14 de agosto de 2019 / Por Vinícius Andrade e Felipe Marques.


Obrigado pela sua visita e volte sempre!

Maior petroleiro do mundo se prepara para reduzir emissões

Caros Leitores;


O maior petroleiro do mundo iniciou uma viagem de 20 mil quilômetros para uma zona de armazenamento de combustível na Ásia. A embarcação intriga o mercado de navegação e operadores de combustível há meses.
Com mais de 365 metros de comprimento, 16 anos de idade e capaz de armazenar cerca de um dia de consumo de petróleo da França e Reino Unido juntos, o Oceania deve chegar a Sungai Linggi, na Malásia, no fim de setembro, segundo os recentes sinais do petroleiro. Sua profundidade na água e movimentos anteriores indicam que o chamado transportador de petróleo ultragrande, de propriedade da Euronav, da Antuérpia, tem carga a bordo.
O Oceania, que atualmente passa pela África Ocidental, vem fazendo carregamentos no Mar Mediterrâneo desde março. O plano original da Euronav era usar um superpetroleiro para armazenar combustível e ajudar sua frota a cumprir as novas regras da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) que entram em vigor em 2020 e obrigam navios mercantes a reduzirem as emissões de enxofre. A empresa não quis comentar o assunto várias vezes. A embarcação é o Oceania, de acordo com dados de rastreamento de petroleiros da Vortexa. Quando o petroleiro chegar à Ásia Oriental, o navio se juntará a uma frota de transportadores também armazenando produtos que irão cumprir os regulamentos.
“Isso é incomum e certamente uma maneira interessante de lidar com a história da IMO 2020”, disse Eirik Haavaldsen, analista de transportes da Pareto Securities, em Oslo. “Não é sem risco. Mas é interessante, e também é um pouco mais sofisticada que o resto das companhias de navegação. ”
Estratégia IMO 2020
É difícil medir a exposição da Euronav às flutuações de preço, já que a empresa pode ter fixado os preços futuros do combustível, disse Haavaldsen. A Euronav disse durante teleconferência na semana passada que tomou emprestado outros US$ 100 milhões em relação à sua estratégia de abastecimento IMO 2020, acrescentando que divulgaria mais informações em 5 de setembro.
A partir de janeiro, a grande maioria dos navios terá que utilizar combustível contendo menos enxofre, atendo às novas regras da IMO, que tem sede em Londres.
Combustíveis em conformidade com as regras da IMO provavelmente custarão significativamente mais do que o tipo que a maioria dos navios usa hoje, o que tem levado alguns donos de navios a investirem bilhões de dólares em equipamentos que permitam a queima do produto atual. No entanto, a maioria – incluindo a Euronav – optou por passar a usar combustíveis com baixo teor de enxofre.
As novas regras exigirão que as embarcações limitem o teor de enxofre a 0,5%, abaixo dos 3,5% na maior parte do mundo atualmente. Segundo estudos, o poluente causa chuva ácida e pode levar a problemas de saúde, como asma e até mesmo câncer de pulmão.


Fonte: Bloomberg 14 de agosto de 2019 / Por Jack Wittels e Timothy Abington.


Obrigado pela sua visita e volte sempre!