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A presidenta
do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, apresentou neste
domingo (13), durante a XVIII Cúpula do BRICS, em Nova Déli, as principais
diretrizes para a segunda década de atuação da instituição. Em seu discurso na
sessão plenária aberta, Dilma defendeu um banco maior, capaz de mobilizar
recursos em escala crescente e de combinar financiamento, tecnologia e
cooperação para enfrentar os desafios do desenvolvimento.
“A primeira década construiu a capacidade de financiamento do NDB. A
segunda década deve mobilizar recursos em escala maior para multiplicar seu
impacto no desenvolvimento”, afirmou.
A declaração sintetiza uma nova etapa para o banco criado pelo BRICS.
Depois de consolidar sua estrutura financeira e ampliar sua presença
internacional, o NDB pretende aumentar sua capacidade de mobilização de capital
e assumir um papel cada vez mais relevante no financiamento do desenvolvimento
do Sul Global.
Moedas nacionais ganham espaço
Um dos pontos de maior destaque do discurso foi o avanço do
financiamento em moedas nacionais.
Segundo Dilma, em 2025, quase 46% dos financiamentos aprovados pelo NDB
foram denominados em moedas dos próprios países-membros.
A estratégia, segundo a presidenta do banco, busca reduzir a
volatilidade cambial, enfrentar descasamentos nos fluxos de caixa dos
investidores privados e fortalecer os mercados domésticos de capitais.
O dado demonstra que o uso de moedas nacionais deixou de ser apenas uma
discussão política no BRICS e passou a ocupar espaço concreto nas operações do
banco.
Tecnologia passa ao centro da estratégia de
desenvolvimento
Dilma também colocou a inovação tecnológica no centro da nova etapa do
NDB.
Para a presidenta da instituição, o desenvolvimento contemporâneo exige
que as novas tecnologias sejam incorporadas aos investimentos em
infraestrutura. Isso significa combinar obras e financiamento com inovação,
maior resiliência climática e desenvolvimento das capacidades tecnológicas dos
próprios países.
“A inovação deve ser um motor do desenvolvimento social”, afirmou.
A estratégia envolve ainda cooperação tecnológica entre os integrantes
do BRICS. Dilma citou iniciativas que combinam capacidades de Índia, China e
Rússia no desenvolvimento de tecnologias digitais e sistemas e instrumentos de
inteligência artificial.
O princípio apresentado é que o NDB não deve funcionar apenas como uma
fonte de recursos. O banco também pode servir como plataforma para aproximar
capacidades tecnológicas, soluções e conhecimentos existentes nos diferentes
países do bloco.
Cooperação em um mundo de guerras e sanções
Dilma contextualizou essa transformação do NDB em um cenário
internacional marcado por guerras, sanções, tarifas unilaterais, interrupções
nos fluxos de comércio e investimento, vulnerabilidades relacionadas à dívida e
compromissos não cumpridos com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Diante desse quadro, afirmou que a cooperação multilateral se tornou
urgente.
Foi justamente para responder às insuficiências da arquitetura
financeira internacional que, segundo Dilma, o BRICS criou o Novo Banco de
Desenvolvimento.
“Os BRICS criaram o Novo Banco de Desenvolvimento porque nossos países
compreenderam que um mundo em transformação exigia novas instituições”,
afirmou.
Banco amplia instrumentos financeiros
Outra frente da nova etapa será a diversificação dos instrumentos
utilizados pelo NDB.
Dilma anunciou que a instituição está ampliando sua caixa de ferramentas
financeiras, incluindo o financiamento ao comércio, diante do forte crescimento
das relações comerciais e dos investimentos entre as economias do BRICS.
O banco também pretende mobilizar recursos adicionais por meio de
parcerias, cofinanciamentos e garantias.
O objetivo é fazer com que os recursos próprios do NDB funcionem como
catalisadores de investimentos em escala maior, aumentando o impacto de cada
operação sobre o desenvolvimento.
Expansão do NDB
Dilma destacou ainda a importância da entrada de novos membros.
Para a presidenta, a expansão é crucial para aumentar o alcance
financeiro do NDB e fortalecer sua capacidade de apoiar o desenvolvimento do
Sul Global.
Essa ampliação acompanha a própria transformação do BRICS, que nos
últimos anos deixou de ser um agrupamento restrito às cinco economias
fundadoras e passou a representar uma parcela cada vez mais ampla dos países
emergentes e em desenvolvimento.
Sustentabilidade e infraestrutura
A sustentabilidade será outro eixo central da segunda década do banco.
Segundo Dilma, o NDB está ampliando o financiamento climático e
promovendo investimentos em energia limpa, infraestrutura sustentável, água,
transportes e transição energética.
A infraestrutura permanece no centro do mandato da instituição, mas
passa a ser concebida em uma perspectiva mais ampla, incorporando tecnologia,
inovação e resiliência climática.
Uma instituição para uma nova etapa do Sul Global
O discurso de Dilma em Nova Déli apresentou, portanto, uma visão do NDB
que vai além do financiamento tradicional de grandes projetos.
Na segunda década, o banco pretende ampliar sua escala financeira,
aumentar o uso das moedas nacionais, fortalecer os mercados domésticos,
financiar comércio e infraestrutura, estimular a inovação tecnológica e
aprofundar a cooperação entre os países do BRICS.
“Resiliência, inovação, cooperação e sustentabilidade oferecem uma
direção clara para a próxima etapa de desenvolvimento do banco”, afirmou Dilma.
E concluiu definindo a missão para os próximos anos: transformar essas prioridades “em investimento, tecnologia e melhorias concretas na vida das pessoas”.
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Fonte / Créditos: Brasil 247 / Publicação 13/09/2026
https://www.brasil247.com/sul-global/dilma-aponta-os-caminhos-do-ndb-para-sua-segunda-decada-mais-recursos-moedas-nacionais-e-tecnologia/
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Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.
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