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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Análise: Pressão sobre o Irã eleva incerteza e muda estratégias globais

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Risco geopolítico pressiona comércio, energia e decisões de médio e longo prazo em grandes economias.


O anúncio do presidente Donald Trump de impor tarifas de 25% a países que mantenham relações comerciais com o Irã adicionou uma nova camada de incerteza ao comércio internacional e à geopolítica da energia. Ainda pendente de formalização por meio de ordem executiva, a medida funciona menos como um instrumento comercial clássico e mais como um mecanismo de pressão política — com impacto direto sobre a percepção de risco regulatório e geopolítico nos mercados globais.

Para investidores e formuladores de política econômica, o efeito mais imediato é a reconfiguração de fluxos comerciais e financeiros, acompanhada de um aumento do prêmio de risco associado a cadeias de suprimento expostas ao Oriente Médio. Em um ambiente já marcado por elevada volatilidade, decisões de investimento passam a incorporar cenários mais conservadores, prazos de retorno mais longos e maior diversificação geográfica.

No caso brasileiro, o potencial impacto econômico não é desprezível. O Brasil mantém um comércio próximo de US$ 3 bilhões com o Irã, concentrado sobretudo em commodities do agronegócio. Diante desse quadro, o governo adotou uma postura cautelosa e aguarda a publicação do texto oficial da medida.

A partir disso, pretende avaliar seus contornos legais e os possíveis efeitos sobre exportações, contratos vigentes e relações diplomáticas. Para empresas exportadoras, a incerteza se traduz em maior atenção à gestão de risco, seguros e rotas alternativas de escoamento.

Essa cautela reflete um diagnóstico mais amplo: a política comercial internacional tornou-se menos previsível, elevando o custo de capital em setores expostos a decisões unilaterais e sanções cruzadas. Em termos práticos, ativos associados a regiões politicamente sensíveis tendem a exigir retornos mais elevados para compensar o risco percebido. Esse ambiente tende a afetar decisões de financiamento, hedge e expansão de capacidade produtiva em setores intensivos em capital.

O episódio também se conecta a uma discussão estrutural sobre energia e estratégia global. Crises recorrentes em países produtores de petróleo — como Irã e Venezuela — ajudam a explicar por que grandes economias importadoras passaram a tratar a transição energética não apenas como agenda climática, mas como um vetor de segurança econômica e estabilidade de preços no longo prazo.

exemplo mais emblemático é o da China, que vem acelerando investimentos em fontes renováveis, eletrificação e novas tecnologias energéticas. Além da redução de emissões, a estratégia busca diminuir a exposição a choques geopolíticos, mitigar riscos logísticos e suavizar a volatilidade associada ao preço do petróleo — fatores que afetam diretamente a competitividade industrial e a previsibilidade macroeconômica.

Nesse contexto, a instabilidade geopolítica tende menos a enfraquecer e mais a reforçar a transição energética. Choques de curto prazo podem levar países produtores a ampliar a oferta de petróleo como resposta defensiva, o que ajuda a conter preços no presente. No entanto, no médio e longo prazos, a recorrência de crises em regiões sensíveis fortalece estratégias de diversificação energética, inovação tecnológica e realocação de investimentos.

A leitura estratégica é clara: reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados passou a ser tão relevante quanto reduzir emissões. As tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, a postura cautelosa do Brasil e a estratégia chinesa fazem parte de um mesmo pano de fundo, no qual comércio, geopolítica e transição energética se consolidam como variáveis centrais na precificação de risco e nas decisões de investimento da economia global.

Pedro Côrtes

Professor titular da Universidade de São Paulo (USP) e um dos mais renomados especialistas em Clima e Meio Ambiente do país.

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Para saber mais, acesse o link>
Fonte: CNN Brasil News / Publicação 13/01/2026

https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/pedro-cortes/economia/macroeconomia/analise-pressao-sobre-o-ira-eleva-incerteza-e-muda-estrategias-globais/

Web Science AcademyHélio R.M.Cabral (Economista, Escritor e Divulgador de conteúdos de Economia, Astronomia, Astrofísica, Astrobiologia Climatologia). Participou do curso Astrofísica Geral no nível Georges Lemaître (EAD), concluído em 2020, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.

>Autor de cinco livros, que estão sendo vendidos nas livrarias Amazon, Book Mundo e outras

Livraria> https://www.orionbook.com.br/

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