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Niteroi, RJ, Brazil
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A CIDADE DE NITERÓI

1) Localização: Fica no Estado do Rio de Janeiro, região Sudeste do Brasil

2) Latitude: 22º 53´ 3" S  e  Longitude: 43° 5' 39" W

3) Cronologia: fundada em 22 de novembro de 1573

4) Ligação rodoviária de 13,9km: A Ponte Rio-Niterói que entrou em operação no dia 4 de março de 1974 faz a ligação com a Cidade do Rio de Janeiro.

Niterói é um município do estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Conta com uma população estimada de 487.327 habitantes (2010) e uma área de 129,375 km², sendo a sexta cidade mais populosa do estado e a de maior Índice de Desenvolvimento Humano.

A cidade de Niterói é um dos principais centros financeiros, comerciais e industriais do Rio de Janeiro. Niterói vem acompanhando um alto índice de investimentos na cidade, como imobiliário e de comerciário. Este desenvolvimento trouxe também certos problemas, como a favelização, resultado da ausência de planejamento urbano. Ainda assim, segundo os dados do censo do IBGE 2010, a cidade é a que possui a maior renda per capita domiciliar do Brasil, com média de 2.031 reais.

Integra a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Foi a capital da província (e, a partir de 1892, estado) do Rio de Janeiro de 1834 até a fusão em 1975 do estado do Rio de Janeiro com o estado da Guanabara, quando a capital estadual foi transferida para a cidade do Rio de Janeiro. Tem os apelidos de Cidade-sorriso e Niquiti.

Estudo feito pela Fundação Getulio Vargas em junho de 2011 classificou Niterói como a cidade mais rica do Brasil, por possuir 30,7% de sua população inserida na classe A. Considerando as classes A e B, Niterói também aparece em primeiro lugar, com 42,9% de sua população inserida nessas classes.


TURISMO DA CIDADE

Antiga capital fluminense, Niterói vai aos poucos se tornando referência em qualidade de vida e se estruturando para tirar proveito do turismo.

Os atrativos são os mesmos que já fazem sucesso no vizinho Rio de Janeiro: praias, reservas florestais, noites agitadas, excelente infra-estrutura hoteleira e gastronômica, monumentos históricos, parques e áreas para a prática de esportes junto à natureza.

A ligação entre as duas cidades é feita pela Ponte Presidente Costa e Silva, que possui 13,8 km de extensão e cobrança de pedágio (famosa Ponte Rio-Niterói, um dos cartões-postais da região), ou pelas barcas e catamarãs que atravessam a Baía de Guanabara.
Há quem diga que as melhores vistas da Cidade Maravilhosa são obtidas apenas em terras niteroienses.

O que fazer em Niterói:

Sentar-se à beira da areia e degustar peixes e frutos do mar é apenas uma das opções de lazer em Niterói. A cidade oferece vários tipos de praias, de águas calmas (Piratininga, Camboinhas e Itaipu) a points de surfistas (Itacoatira). Há também boas alternativas para quem busca uma agenda cultural ou deseja fazer compras, com destaque para as inúmeras feirinhas de artesanato e de comestíveis. A vida noturna se concentra nos bares e nas casas noturnas da praia de São Francisco, enquanto a melhor vista da região é conseguida no mirante do Parque e Reserva da Cidade.

O que visitar em Niterói:

Embora seja vizinha da Cidade Maravilhosa, Niterói tem brilho próprio. E o amplo roteiro tem ao menos um item obrigatório: visitar o Museu de Arte Contemporânea, nem que seja só para admirar a obra de Oscar Niemeyer por fora (em formato de disco voador). Outros atrativos imperdíveis são o Teatro Municipal João Caetano, as fortalezas da época do Império e o vasto circuito de igrejas tombadas como patrimônio histórico, com destaque para a São Lourenço dos Índios, considerada monumento de fundação da cidade e datada do final do século 16.


HISTÓRIA DA CIDADE

França Antártica

No ano de 1555, o navegador francês Nicolas Durand de Villegaignon se aliou aos índios tupinambás que dominavam a Baía de Guanabara e instituiu uma colônia francesa na região, a França Antártica. A região era evitada pelos portugueses por causa da hostilidade dos tupinambás.

A região desenvolveu-se sob o comando de Villegaignon, que planejou construir uma cidade na região. Passado algum tempo, calvinistas que haviam imigrado da França para a colônia regressaram à França, onde acusaram Villegaignon de preconceito contra os protestantes e de má administração. O navegador francês teve de voltar à França para explicar-se.

Na ausência do governador francês, em 1560, Mem de Sá atacou e destruiu o forte francês que se localizava na Baía de Guanabara, o Forte Coligny, sem, contudo, conseguir expulsar definitivamente os franceses da região. Estácio de Sá, sobrinho de Mem de Sá, que continuaria com o comando da guerra, recorreu à ajuda do chefe dos índios temiminós, Araribóia (que é um termo tupi que significa "cobra de água de arara"). Araribóia havia sido expulso pelos franceses de sua terra natal, a ilha de Paranapuã (hoje Ilha do Governador) e se refugiara na Capitania do Espírito Santo, onde se aliou aos portugueses e os ajudou a expulsar invasores neerlandeses. Araribóia aceitou o pedido do governador para ajudar os portugueses a expulsar os franceses da Baía de Guanabara, na esperança de reconquistar a ilha-mãe.

Com o fim da guerra, em 1567, Araribóia recebeu o nome cristão de Martim Afonso batizado pelos jesuítas em homenagem ao colonizador do mesmo nome. Mas Estácio de Sá resolveu ocupar a ilha de Paranapuã, tornando-a a Ilha do Governador. Para manter a segurança na Baía de Guanabara, Estácio de Sá insistiu com Araribóia para não voltar para a Capitania do Espírito Santo e convenceu-o a ocupar o lado direito da entrada da Baía de Guanabara, no lado oposto à cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro fundada por Estácio em 1565. Dessa forma, a entrada da baía ficaria totalmente protegida contra invasões. O local a ser ocupado por Araribóia era conhecido como Banda d’Além e foi para lá que Araribóia levou sua tribo, fundando a vila de São Lourenço dos Índios.

Niterói é a única cidade brasileira que tem oficialmente um índio como fundador. Não o colonizador lusitano, não o missionário: um herói! E tudo começou, quando o 3º Governador Geral, Mem de Sá, com missão de combater os franceses instalados na baía de Guanabara, confiou a seu sobrinho Estácio de Sá, a tarefa de expulsá-los. É nesse momento que aparece a figura do cacique Araribóia. A frente da tribo dos temiminós, da grande nação tupinambá, Araribóia trouxe para a causa dos portugueses a bravura de sua gente e o extraordinário valor pessoal contribuindo assim para Estácio de Sá, em janeiro de 1567, desalojasse em definitivo os invasores. Conquistada a região para a Coroa, os méritos do valente guerreiro não foram esquecidos. Mem de Sá deu-lhe uma légua de terra (1légua=6.600metros) ao longo do mar por duas de sertão na banda oriental da baía de Guanabara, gleba, então conhecida como “Banda d´Além”.Assim, na presença do Governador Cristovão de Barros, o chefe índio tomou posse de sua sesmaria (o sertão) a 22 novembro de 1573 (fundação da cidade). Daí surgia, então, em ato solene, o núcleo que viria a ser a Aldeia de São Lourenço, Praia Grande, Vila Real da Praia Grande e Niterói. Essas terras pertenciam ao fidalgo português Antônio de Mariz, às quais renunciou para que fossem doadas ao capitão-mor aborígene. Porém, foi nas encostas do Morro de São Lourenço, que Araribóia sediou seu povo. Palhoças e roçados surgiram nas redondezas.Da caça, da pesca e do preparo de utensílios rústicos de barro e fibras vegetais viviam os indígenas. Em 1576 o jesuíta Braz Lourenço dava início à construção de uma capela que seria concluída dois anos depois. E a ação de catequese desses missionários produziu frutos: os temiminós seriam personagens da primeira representação teatral de que se tem notícia no Brasil; o “Auto de São Lourenço”, segundo consta, de autoria do Padre José de Anchieta. Mas o aldeamento indígena conheceu, com o decorrer dos anos, a estagnação e o declínio. Por outro lado, a usurpação das terras de Araribóia por colonos ocasionou o gradativo povoamento da orla. E assim a cidade nasceu, passando a seu tempo por estágios de formação natural, como num ser orgânico: aldeia, freguesias esparsas e vilas.

Definições:

Sertão - distanciamento da costa de profundidade em direção ao interior da densa floresta, limite de terra definida pelos portugueses.

Gleba - é a área de terra que não foi objeto de parcelamento do solo para fins urbanos.

Capitão-mor – capitão maior.

Aborígene - pessoa natural de um país ou região, em oposição aos estrangeiros ou aos que ali se estabeleceram posteriormente.

Palhoças – como casebres feitos de palha ou montes de palha embrulhada.

Roçados - terreno que se roçou para ser cultivado.


Elevação a capital


No início, as atividades navais foram as maiores responsáveis pelo progresso da região, que se desenvolveu e adquiriu importância até tornar-se a Vila Real da Praia Grande, em 1819, quando foi reconhecida pelo Reino de Portugal, que estava sediado naquele momento na cidade do Rio de Janeiro. E então em 11 de agosto do mesmo ano, constituí-se a Câmara Municipal.

Em 1834, o Ato Adicional à Constituição de 1824 fez da Vila Real da Praia Grande a capital da província do Rio de Janeiro e transformou a cidade do Rio de Janeiro, então capital do império, em um município neutro.

No ano seguinte, 1835, a cidade passou a se chamar Nictheroy, que quer dizer águas escondidas em tupi. Era esse o nome que os índios tupis davam à entrada da Baía de Guanabara. A condição de capital trouxe uma série de desenvolvimentos urbanos como a barca a vapor, iluminação pública a óleo de baleia, abastecimento de água e novos meios de transporte para ligar a cidade ao interior da província.

Nove anos depois, o imperador Dom Pedro II concedeu à cidade de Niterói o título de Imperial Cidade. A nomeação era dada às cidades mais importantes, conferindo-lhes certa autonomia e poder regional.

No fim do século XIX, por volta de 1885, foram fundados alguns sistemas de bonde, o que possibilitou a expansão da cidade para bairros como Icaraí, Ponta d’Areia e Itaipu.
A Revolta da Armada, em 1893, prejudicou as atividades produtivas e forçou a transferência da sede da capital para Petrópolis.

Em 1903, Niterói voltou a ser a capital do estado fluminense. Isso ocasionou um novo impulso de modernização na cidade com construção de praças, deques, parques, estação hidroviária e rede de esgotos, além de alargamentos das ruas e avenidas principais.

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