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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Com margem recorde, ouro reprecifica o pipeline de projetos brasileiro

  Caro(a) Leitor(a)



State Street ve US$ 5 mil a onça de volta ao radar em seis meses. Com os 10% mais caros da industria produzindo a US$ 2.500, o Brasil volta a mesa de investimento, tema do seminario Além das Oncas, em 22 de setembro.

A State Street Investment Management divulgou seu monitor mensal do ouro apontando agosto como um ponto de virada. O metal entrou no mês abaixo de US$ 4.100 por onça, tocou a faixa de US$ 4.650 a US$ 4.700 e terminou agosto perto de US$ 4.400, o equivalente a R$ 22,5 mil por onça, ou R$ 723 por grama, ao câmbio de R$ 5,11. A perda de ritmo na reta final veio do discurso de Jackson Hole do novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, classificado pela gestora como francamente duro.

Para a equipe liderada por Aakash Doshi, head de estratégia de ouro da casa, o saldo do mês é a consolidação de US$ 4.000 por onça (R$ 20,4 mil, ou R$ 657 por grama) como suporte mais firme e a volta de US$ 5.000 (R$ 25,6 mil por onça, ou R$ 821 por grama) ao horizonte dos próximos seis meses. Em entrevista à Kitco, o mesmo estrategista foi além e tratou a hipótese de US$ 10 mil a onça como questão de tempo, não de possibilidade, num ambiente de dívida soberana pressionada, argumentando que o chamado debasement trade nunca desapareceu e apenas hibernou enquanto juros em alta e dólar forte cobravam seu preço.

Os fluxos sustentam a tese. Os ETFs lastreados em ouro captaram US$ 17,1 bilhões em agosto (cerca de R$ 87 bilhões), levando o acumulado do ano a US$ 27,7 bilhões (R$ 142 bilhões), com US$ 7,7 bilhões vindos de fundos europeus e US$ 7,5 bilhões dos americanos, um alargamento geográfico que sucedeu o suporte asiático durante a correção de março a junho. Do lado físico, a China importou um recorde de 1.000 toneladas de ouro não monetário nos sete primeiros meses de 2026, alta de 78% sobre o mesmo período do ano anterior, mesmo com o preço local rodando cerca de 45% acima. Para a gestora, essa demanda de varejo, somada às compras de bancos centrais, funciona como amortecedor das oscilações do investimento ocidental via ETF.

O ano, porém, não foi linear. O spot chegou a tocar US$ 5.595 por onça em janeiro, segundo o World Gold Council, antes de recuar com a guerra no Irã e a reprecificação dos juros americanos. No segundo trimestre, o preço médio caiu 7,2% sobre o trimestre anterior, mas permaneceu bem acima de US$ 4.000. Mesmo com a correção, a média do primeiro semestre ficou perto de US$ 4.690 por onça, contra US$ 3.432 em 2025 e US$ 2.386 em 2024. Em seis anos, o preço médio praticamente triplicou.

Preço médio anual do ouro, em US$ por onçaBarras douradas: anos em que o preço superou o custo dos 10% mais caros da indústria01.0002.0003.0004.0005.000custo dos 10% mais caros: cerca de US$ 2.500/oz1.39320191.77020201.79920211.80120221.94320232.38620243.43220254.6902026*Médias anuais LBMA. *2026: média dos dois primeiros trimestres, calculada a partir dos dados de preço,custo e margem publicados pelo World Gold Council/Metals Focus.

Preço médio anual do ouro contra o custo dos 10% mais 

Preço médio anual do ouro contra o custo dos 10% mais caros da indústria. Fontes: LBMA e World Gold Council/Metals Focus.

Essa escala é o que reprecifica projetos, e a régua para medir isso é o custo. O custo total de sustentação da indústria, o AISC, subiu 16% em 12 meses e chegou a US$ 1.785 por onça no primeiro trimestre de 2026 (R$ 9,1 mil), no 28º trimestre consecutivo de alta na comparação anual. O principal vetor foi paradoxal: os próprios royalties, que subiram 85% em um ano e passaram de 6% do custo médio de uma operação, em 2021, para 12% agora, empurrados por regimes de alíquota móvel adotados em Gana, Burkina Faso e Mali, com percentuais que sobem conforme o preço do metal.

Ainda assim, o preço correu mais rápido que o custo. A margem média por onça bateu recorde em US$ 3.076 no primeiro trimestre (R$ 15,7 mil), alta de 134% em 12 meses. O número decisivo para quem avalia projeto novo, porém, é outro: mesmo os 10% de produtores com o custo mais alto do mundo registraram margem de US$ 2.363 por onça. Isso implica um custo de sustentação da ordem de US$ 2.500 por onça (R$ 12,8 mil) nessa faixa. Em outras palavras, operações que só se pagavam com o metal acima de US$ 2.500 estavam fora do jogo em toda a década passada e hoje operam com folga de quase US$ 2 mil por onça.

Como o preço da onça se reparte entre custo e margem, em US$AISC (custo total de sustentação) e margem por onça produzida01.0002.0003.0004.0005.0001.5391.315preço: 2.8541º tri. 2025produtor médio1.7853.076preço: 4.8611º tri. 2026produtor médio2.4982.363preço: 4.8611º tri. 2026os 10% mais caroscusto (AISC)margemWorld Gold Council/Metals Focus. O custo dos 10% mais caros écalculado a partir da margem dessa faixa divulgada pela entidade.

Repartição do preço da onça entre custo total de sustentação e margem. Fonte: World Gold Council/Metals Focus.

É exatamente aí que entra o Brasil. Depósitos de teor baixo, corpos profundos, projetos com logística cara ou com necessidade de planta própria, tudo aquilo que travava em estudo de pré-viabilidade quando o preço rodava entre US$ 1.800 e US$ 2.000, volta para a mesa. O Instituto Brasileiro de Mineração já capturou o movimento: a previsão de investimento das empresas na extração de ouro no quadriênio saltou de US$ 1,4 bilhão para US$ 2,1 bilhões (cerca de R$ 10,7 bilhões), alta de 39% e a maior revisão entre todos os bens minerais, atrás apenas de terras raras. Na ponta regulatória, os requerimentos de autorização de pesquisa mineral no país cresceram 81% do primeiro ao quarto trimestre de 2025, segundo a ANM.

O ponto de partida é modesto para o tamanho da geologia. O Brasil produziu 84 toneladas em 2024, o equivalente a 2% da extração global, e ocupa a 15ª posição no ranking mundial de produção. Em reservas, no entanto, são cerca de 2,4 mil toneladas, 4% do total mundial, o que coloca o país entre as dez maiores. O pipeline de projetos em desenvolvimento anunciados pelas companhias, que inclui Volta Grande, Cuiú-Cuiú, Castelo dos Sonhos e Água Azul no Pará, Matupá em Mato Grosso, Lavras do Sul no Rio Grande do Sul, Monte do Carmo no Tocantins, Gurupi no Maranhão e Onça do Pitangui em Minas Gerais, pode agregar de 15 a 20 toneladas por ano à produção nacional, sem contar iniciativas de menor porte ainda em análise inicial.

O que o pipeline pode acrescentar à produção brasileira de ouroEm toneladas por ano. Nove projetos em desenvolvimento somam de 15 a 20 t anuais02040608010012084 tprodução em 202499 a 104 tcom o pipeline implantadoProdução de 2024 (ANM/USGS). Potencial adicional a partir dos projetos anunciados pelas companhias:Volta Grande, Cuiú-Cuiú, Castelo dos Sonhos, Água Azul, Matupá, Lavras do Sul, Monte do Carmo,Gurupi e Onça do Pitangui.

Produção brasileira de ouro e potencial do pipeline de projetos. Fontes: ANM, USGS e projetos anunciados pelas companhias.

Parte disso já saiu do papel. A Aura Minerals colocou Borborema, em Currais Novos (RN), em operação em setembro de 2025, comprou a Mineração Serra Grande, em Crixás (GO), da AngloGold Ashanti por US$ 76 milhões mais 3% de royalties sobre lucros futuros, e trabalha para mais que dobrar o processamento de Almas, no Tocantins, de 1,3 milhão para 3 milhões de toneladas de minério por ano até o início de 2027. A companhia registrou 157.574 onças no primeiro semestre de 2026, o maior volume de primeiro semestre de sua história. A PA Gold, que já opera planta em Mato Grosso, desenvolve o Projeto Sertão, em Faina (GO), com meta de 150 mil onças anuais até 2032 e implantação prevista para 2029. E o mercado de ativos se moveu junto: a MVV foi vendida pela Appian à chinesa Baiyin Nonferrous Group por US$ 420 milhões.

O que o preço não resolve é o prazo. Entre a decisão de investimento e a primeira barra fundida há licenciamento, engenharia, capital e infraestrutura, e o setor mostrou disciplina justamente nessa conta. A produção global de ouro cresceu apenas 2% entre o terceiro trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025, mesmo com um rali de 45% no preço no intervalo. A física ajuda a explicar: para obter os cerca de 6 gramas de uma aliança, é preciso movimentar pelo menos uma tonelada de rocha. O gargalo brasileiro, portanto, deixou de ser geológico ou de preço e passou a ser de execução e de estrutura de capital.

É esse o eixo do seminário “Além das Onças: presente e futuro dos projetos de ouro no Brasil”, que a Brasil Mineral realiza em 22 de setembro, a partir das 14h, no auditório do Mattos Filho, na Faria Lima, em São Paulo. Depois da edição de 2025, que discutiu se os projetos de ouro no Brasil eram um bom negócio, a agenda de 2026 se desloca da tese para a entrega, com foco em como transformar descobertas em minas, quem são os novos entrantes, como produzir de forma responsável e quais são os caminhos reais de capitalização.

Gilberto Azevedo abre o encontro com um panorama do mercado global de ouro e da posição brasileira. O primeiro painel, “Da prospecção à mina: viabilidade técnica e investimento”, moderado por Helcio Guerra, reúne João Luiz N. Carvalho (Geosol), Ediney Drummond (Hochschild), Walace Monteiro (MID Infraestrutura) e Fernando Zonatto (XP Investimentos). O segundo, “Novos players em ouro no Brasil”, sob moderação de Camilo Farace, traz Leonardo Guimarães Oliveira (PA Gold), Eduardo De Come (Ero Nova Xavantina), Edvaldo Amaral (Pan American) e Eduardo Leão (G Mining). O terceiro, “Ouro responsável e tendências para os próximos anos”, moderado por Adriano Trindade, coloca lado a lado Luís Lima (AngloGold), Isadora Machado e Castro (Integratio) e Filipe Coelho (Brink’s). O encerramento fica com um bate-bola com Antenor Firmino Silva, que implantou a Yamana no Brasil e hoje se dedica à South Atlantic Potash.

O seminário é uma realização da Brasil Mineral, com apoio de Mattos Filho, AP Consultoria e Frederico Bedran Advogados, e patrocínio master de MID Infraestrutura, SBF Engenharia, Core Case e Tracbel, patrocínio ouro de AngloGold Ashanti, PA Gold, Ero Brasil Nova Xavantina, Geosol e G Mining, e patrocínio prata de Brink’s, Metso e Fagundes. O evento é exclusivo para convidados, e profissionais interessados podem manifestar interesse pelo formulário em seminarioouro.brasilmineral.com.br.


Obrigado pela sua visita e volte sempre!

Para saber mais, acesse o link, pois têm mais conteúdos para aprendizagem.

Fonte / Créditos:  Brasl Mineral / Publicação 09/09/2026

https://brasilmineral.com.br/noticias/com-margem-recorde-ouro-reprecifica-o-pipeline-de-projetos-brasileiro

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No "New Space Economy" você vai acompanhar os conteúdos relacionados a Nova Economia Espacial, "a Space Economy". Editei este Blog movido por uma convicção simples: as decisões de negócios mais importantes da próxima década serão influenciadas, direta ou indiretamente, pelo que está acontecendo a 400 quilômetros acima de nossas cabeças. O espaço já é a infraestrutura crítica da economia global. A economia espacial moderna sustenta quase todos os pilares da vida moderna na Terra O New Space Economy  é o seu terminal de dados para o que acontece acima da nossa atmosfera, agora traduzido para o idioma dos negócios.  Acesse aqui: https://newspaceeconomy.blogspot.com/

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Web Science Academy; Hélio R.M.Cabral (Economista, Escritor eDivulgador de conteúdos de Economia, Astronomia, Astrofísica, Astrobiologia Climatologia). Participou do curso Astrofísica Geral no nível Georges Lemaître (EAD), concluído em 2020, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.

>Autor de cinco livros, que estão sendo vendidos nas livrarias Amazon, Book Mundo e outras

Orion Book: https://www.orionbook.com.br/

The Space Store: https://thespacestore.com/?ref=mwoscsnr

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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Relatório de Riscos e Oportunidades Sociais, Ambientais e Climáticos

Caro(a) Leitor(a)








Introdução

Este Relatório apresenta de forma integrada as ações do BC relacionadas à gestão de riscos e oportunidades sociais, ambientais e climáticas. Esses riscos e oportunidades estão associados aos fatores ASG (ambientais, sociais e de governança), ou ainda, em inglês, fatores ESG (environmental, social and governance), incluindo os riscos e as oportunidades das mudanças climáticas, que podem impactar o próprio BC e o SFN. São detalhadas diversas frentes de trabalho em que o BC se engajou para efetivar sua participação na identificação e gestão dos riscos ASG, internos à organização e perante o SFN e a sociedade.



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Fonte / Créditos:  Banco Central do Brasil / Publicação 08/09/2026 

https://www.bcb.gov.br/publicacoes/relatorio-risco-oportunidade

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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Um novo estudo de empreendedores e pesquisadores da área da saúde, modelos autônomos de IA

 

Caro(a) Leitor(a)




Segundo um novo estudo de empreendedores e pesquisadores da área da saúde, modelos autônomos de IA provavelmente terão um desempenho superior tanto a médicos quanto a equipes híbridas de humanos e IA. Um dos autores do estudo é filho do bilionário investidor de capital de risco Vinod Khosla.

60%: A porcentagem de 377 casos reais em que o ChatGPT identificou corretamente o diagnóstico final, de acordo com um estudo citado.

Como um "papel de apoio": Como o Colégio Americano de Médicos recomenda atualmente que os profissionais de saúde usem a IA na tomada de decisões clínicas.

2030: Ano em que o artigo prevê que a IA poderá superar os médicos em tarefas essenciais.

Estratégia + Sucesso

Para muitos trabalhadores, a ambição profissional já não se resume a subir na hierarquia o mais rápido possível. Antes de aceitar um novo cargo, os funcionários consideram o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, bem como se as responsabilidades adicionais irão melhorar a sua situação financeira. O crescimento na carreira também pode depender menos do que o empregador atual oferece, uma vez que muitos procuram oportunidades e fontes de rendimento externas.

Danielle Chemtob

Danielle Chemtob é redatora da Forbes em Nova York e autora da newsletter Forbes Daily, a principal newsletter da Forbes que mantém os leitores atualizados sobre as notícias do dia e outros tópicos importantes. Ela já analisou questões relevantes para o público da Daily, como inteligência artificial e economia . Chemtob ganhou três prêmios da Associação de Imprensa da Carolina do Norte, incluindo o primeiro lugar no Prêmio Henry Lee Weathers de Liberdade de Informação por sua reportagem sobre um protocolo para a polícia de Charlotte, Carolina do Norte, para reduzir as interações com a mídia local. Antes de trabalhar na Forbes, ela foi repórter investigativa da Axios Charlotte e repórter de negócios do Charlotte Observer. Ela se formou na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill em Comunicação e Jornalismo e em Ciência Política. Siga Chemtob e assine a Forbes Daily para receber notícias e análises diretamente em sua caixa de entrada todas as manhãs.

Forbes Diário

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Fonte / Créditos:  FORBES / Publicação 18/08/2026 

https://www.forbes.com/sites/daniellechemtob/2026/08/18/forbes-daily-spacex-rallies-as-institutional-investors-reveal-stakes/

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